terça-feira, 17 de junho de 2008

A História de uma Gatinha que me Adoptou

Seu nome: Bichana, mas eu chamei-a quase um ano de Cebolinha, pensando que era gato novinho que procurava dono. Espreitando entre os arbustos de meu jardim um gatinho preto espreitava-nos a distância. Como sempre pensei que ele estava com fome e fui buscar comida para lhe oferecer, sem medo mas com cuidado o gatinho foi-se aproximando e deixou-se acariciar, não tinha fome mas beliscou... fiquei toda feliz pois tinha saudades de meus animais que estavam na minha casa no Algarve.
Agora todos os dias Cebolinha voltava e cada vez mais próximo e mais tempo, o nome foi muito discutido e ficou Cebolinha pelo seu ar de reguila. Tratei de lhe comprar o enxoval bem como comida, coleira, etc; Cebolinha comia, bebia, apanhava festas e dormia, mas à noite ia laurear a pevide e no dia seguinte aprecia sem coleira... mas cada dia ficava mais tempo e rebolava, miava, queria festas e brincadeira. O tempo foi passando e cada vez estava mais interessada em saber o que fazia meu Cebolinha certos dias e porque as coleiras desapareciam e porque meu gato comia tão pouco e era tão esquisito, sendo um gato de rua... Pensei pensei e comecei a achar que meu gatinho teria de ser castrado pois eu achava que estava na altura dele começar com o cio e também dele ficar mais tempo em casa. Voltei a por-lhe uma nova coleira mas desta vez com uma mensagem ao pescoço. "Será que meu Cebolinha tem outra família?" escrevi na mensagem e deixei-o ir...
Horas depois ele estava de volta e tinha ao pescoço uma mensagem de resposta.
"Está Gatinha é nossa, tem sete anos, está esterilizada e chama-se Bichana". Assinava "seus vizinhos do prédio da frente numero de telefone etc." "ESTERILIZADA", e eu que queria mandar castrar o bicho, tirar-lhe uma coisa que ele nunca teve! Telefonei aos donos rimos e combinámos que ela iria fazer a vida dela a meias já que cada dia ela queria mais ficar na minha casa. Fiquei de boca aberta porque sempre achei que as ditas "bolinhas" ainda estavam em desenvolvimento e que o bicho ainda era novo, só achava que era muito quieto para a idade além disso eu achava que entendia da matéria já que sempre tive gatos...
Bem, Bichana é uma gata muito querida que sempre ficava perto do computador e em cima dele, só bebia água no copo e fresca, comida só do dia... com dois donos ela podia bem ter luxos! Hoje Bichana vive só com seus primeiros donos já que por motivos de saúde tive de sair daquele local que me provocava alergias mas para nós, e para ela foi uma separaçao dolorosa.

2 comentários:

Anónimo disse...

Que bela história, os animais são assim, sabem quem gosta deles :-)

Conceição Ramos disse...

Não tenho duvidas...na partida chorei por a a deixar lá, mas não era justo trazê-la comigo. Ela já era dos outros donos, muito embora dias depois e dias seguintes ela continuasse a me procurar na casa onde eu não estava mais...tive de me afastar. A casa seria agora alugada a outra pessoa e ela não largava aquela a porta. Cheguei mesmo a voltar lá para a ver de longe mesmo sabendo o mal que aquele local me fazia.Era um jardim onde se semeava relva e saia cogumelos e eu jamais saberia até então o que isso significava ou viria a significar na minha vida. Mas trouxe comigo a cebolinha isto é a Bichana no meu coração. Ela ficou com seus donos, um deles um menino de doze anos que gostava muito dela também que fez vida dupla durante bastante tempo. Linda!!